Se vivo, viva!


SINCERA
junho 29, 2007, 4:27 pm
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Estava eu navegando neste profundo mar virtual que se chama internet, e logo depois de checar meus e-mails, olhar minhas mensagens no Orkut entrei de forma rotineira e oculta no MSN, para ver quem estava on-line. Deparei-me com meu amigo Mestre Newton e suas célebres contas amortizadoras do pagamento do seu “apê”, descritos em seu perfil. Tínhamos trocado e-mails na noite anterior sobre alguns assuntos, e na manhã seguinte compartilhamos algumas frases no famoso MSN, ele com o perfil “ocupado” e eu com o meu tradicional perfil “oculto” como de costume. Falamos dentre várias frases e diversos assuntos como; amor fraternal, irmandade, preocupação com o próximo etc. Uma me chamou a atenção de forma diferenciada dentre as outras e “martelou-me” na manhã de trabalho que hora praticava. Essa palavra foi a palavra sincero.

Palavra do nosso cotidiano muitas vezes repetida ao longo de um dia diversas vezes. Mais parei para analisá-la, estudá-la um pouco e me “joguei” naquela manhã nesta palavra que trago para vocês.

Comecemos um pouco com História.

A palavra SINCERA foi inventada pelos romanos.Eles produziam vários vasos com uma cera especial. Essa cera era, às vezes, tão pura e perfeita que os vasos se tornavam transparentes.Em alguns casos se conseguia ver objetos que estivessem no interior do vaso, olhando-se por fora.Para esta perfeição da arte antiga os romanos diziam “Como é lindo, parece até que não tem cera!”.”Sine cera” queria dizer “sem cera”, uma qualidade de um vaso perfeito, raro de grande valor que deixava ver através de suas paredes e da antiga cerâmica romana.Esta palavra passou a ter um significado muito mais importante nos dias atuais. Muitas definições  já conhecemos, mais vale a pena “refrescar” a nossa memória.

Sincero, é aquele que é franco, leal, verdadeiro, que não oculta, que não usa disfarces, malicias ou dissimulações. Que por muitas vezes o “fake” encobre o brilho da cera perfeita, e ficamos superfíciais no engano, suportando uns aos outros, diferente de como o Apóstolo ensinou; não suportando em amor mais verdadeiramente aturando em ardor.

O Sincero assemelha-se a um vaso romano do mais puro refino artístico, deixa ver através das suas palavras os nobres sentimentos do coração. Sem medo de falar, mais sempre com amor. Mas as vezes deixamos a pessoa toda coberta com a “cera” da falsidade e falamos, falamos… sem usar as palavras nobres da sinceridade e sem dirigir-se a pessoa com carinho com algo a ensinar e melhorar.

SINCERA transmite confiança e é a primeira coisa que se perde tambem quando não há sinceridade.

SINCERA é o verdadeiro amor que as vezes fala forte, machuca mais ama, bate com o martelo de veludo para que os pregos se fixem de forma harmoniosa.

SINCERA é uma palavra doce e confiável , é uma palavra que acolhe.Por isso que falo Mestre Newton que aprendemos sempre uns com os outros e você me fez enxergar o quão precioso e nobre a sinceridade carrega consigo. Procuremos meus irmãos cada vez mais amar os nosso irmãos assim como Jesus amou a sua igreja. Isso resume nossa historia aqui.

E pra finalizar afirmo; SINCERA é uma palavra que deve estar presente na biblioteca de nossa alma.

Com sinceridade,

Autor – Henrique Neto

 

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APRENDENDO A AMAR
janeiro 30, 2007, 11:49 am
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 O Escritor americano, Walter Trobisch, em seu livro “Amor, Sentimento a ser aprendido”, narra uma lenda contada na Índia sobre a criação da mulher. “Diz à lenda que o Senhor, após criar o homem e não tendo nada sólido para construir a mulher, tomou um punhado de ingredientes delicados e contraditórios, tais como: timidez e ousadia, ciúme e ternura, paixão e ódio, paciência e ansiedade, alegria e tristeza e assim fez a mulher e a entregou ao homem como sua companheira”. Após uma semana, o homem voltou e disse: 

– Senhor, a criatura que você me deu faz a minha vida infeliz.– Ela fala sem cessar e me atormenta de tal maneira que nem tenho tempo para descansar.– Ela insiste em que lhe dê atenção o dia inteiro… assim as minhas horas são desperdiçadas.– Ela chora por qualquer motivo e fica facilmente irritada e, as vezes, muito tempo ociosa.– Vim devolvê-la por que não posso viver com ela. Depois de uma semana o homem voltou ao criador e disse: – Senhor, minha vida é tão vazia desde que eu trouxe aquela criatura de volta!– Eu sempre penso nela, em como ela dançava e cantava, como era graciosa, como ela me olhava, como conversava comigo e como se achegava em mim.– Ela era agradável de se ver e de se acariciar.– Eu gostava de ouvi-la rir.– Por favor, dê-me de volta.– Está bem, disse o criador. E a devolveu. Mas, três dias depois, o homem voltou e disse: 

– Senhor, eu não sei.– Eu não consigo explicar, mais depois de todas estas minhas experiências com esta criatura, cheguei à conclusão que ela me causa mais problemas do que prazer.– Toma-a de novo!– Não consigo viver com ela! O criador respondeu: – Mas também não pode viver sem ela.E virou as costas para o homem e continuou o seu trabalho. O homem desesperado disse: 

– Como é que eu vou fazer?– Não consigo viver com ela, mais também não consigo viver sem ela. E arremata o criador: – Achei que com as tentativas você já tivesse descoberto.– Amor é um sentimento a ser aprendido.– É tensão e satisfação.– É desejo e hostilidade.– É alegria e dor.– Um não existe sem o outro.– A felicidade é apenas uma parte integrante do amor.– Isto é o que deve ser aprendido.– O sofrimento também pertence ao amor.– Este é o grande mistério do amor.– A sua própria beleza e o seu próprio fardo”. 

Em todo o esforço que  realizamos na estrada do  aprendizado do amor é preciso saber sempre que a doação e o sacrifício andam  lado a lado da satisfação e da alegria.A pessoa terá talvez que abdicar de alguma coisa para possuir ou ganhar uma outra coisa.Terá talvez que desembolsar algo para obter um bem maior e melhor para a sua felicidade.As vezes estaremos praticando a filosofia do ganha/perde para satisfazermos o próximo. Tudo isto é valido quando temos a consciência de como é complexa, irritante, amável (sempre) a estrada do amor.É preciso considerar tudo isto quando nos dispomos a enfrentar o aprendizado do AMOR. 

Autor – Henrique Neto

  



O SEGREDO DO CASAMENTO
janeiro 16, 2007, 12:22 pm
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   Meus amigos separados não cansam de me perguntar como eu consegui ficar casado trinta anos com a mesma mulher. As mulheres, sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo.
   Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter o casamento por tanto tempo.
   Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um especialista do ramo. Como todos sabem, mas dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue.
   Hoje em dia o divórcio é inevitavél. Não dá para escapar. Niguém aguenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade, já estou em meu terceiro casamento – a única diferença é que casei três vezes com a mesma mulher. Minha esposa, se não me engano, está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes do que eu.
   O segredo do casamento não é harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar. se acalmar e partir denovo com a mesma mulher. O segredo, no fundo, é renovar o casamento, e não procurar um casamento novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal. De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempos é preciso voltar a namorar. Voltar a cortejar, voltar a se vender seduzir e ser seduzido.
  Há quanto tempo vocês não saem para dançar? Há quanto tempo você não tenta conquista-la ou conquista-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial? Há quanto tempo não fazem uma lua de mel, sem os filhos eternamente brigando para ter a sua irrestrita atenção?
  Sem falar nos inumeros quilos se se acrescentaram a você, depois do casamento. Mulher e marido que se separam perdem 10 quilos em um único mês, porque vocês não podem conseguir o mesmo? Faça de conta que você está de caso novo. se fosse um casamento novo, você certamente passaria a frequentar lugares desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo e a maquiagem. Mas tudo isso só pode ser feito sem que você separe do seu cônjuge.
  Vamos ser honestos: ninguém aguenta a mesma mulher ou marido por trinta anos com a mesma roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas. Muitas vezes não é sua esposa que está ficando chata e mofada, são os amigos delas ( e talvez os seus), são seus proprios moveis com a mesma desbotada decoração. Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação. Quem se separá se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo círculo de amigos.
  Não é precisso um divórcio litigiosos para ter tudo isso. Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar. Isso obviamente custa caro, e muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar estes pequenos custos necessários para renovar um casamento. Mas se você se separar, sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas, e você ainda terá a pensão dos filhos da união anterior.
  Não existe esse tal “estabilidade do casamento”, nem ela deveria ser almejada. O mundo muda, e você tambem, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos. A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma “relação estável”, mas saber mudar junto. Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensado em fazer no início do casamento. Você faz isso constantemente no trabalho, porque não fazer na propria familia? É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo.
  Portanto, descubra o novo homem ou a nova mulher que vive ao seu lado, em vez de sair por ai tentando descobrir um novo e interessante par. Tenho certeza de que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir apesar das desavenças. Brigas e arramca-rabos sempre ocorrerão: por isso, de vez em quando é necessário casar-se denovo, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par.

Autor – Sthephen Kanitz
Administrador por Havard